Os concursos anuais para professores contratados são sempre uma tormenta para quem concorre e quem acompanha os docentes. A incerteza, a ansiedade, a mudança constante assolam anualmente os professores. São anos e anos de luta, de sacrifícios, de amargura e que muitas vezes não são compensados. E cada vez mais verifico que as injustiças e as humilhações aumentam para os docentes. A autonomia das escolas para as renovações de contrato ou contratações conduz a situações inconcebíveis e da maior injustiça com o favorecimento de alguns docentes em detrimento de outros com mais experiência… É ultrajante para quem lecciona por gosto e desde de 1996, como eu, verificar que os critérios definidos pela legislação referente a concursos não são respeitados. É complicado desempenhar uma profissão em que não prevalece a “meritocracia” mas sim a “cunhacracia” ou algo muito semelhante.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Ser professora...
A profissão de professora é uma batalha constante… um professor enfrenta situações novas todos os anos: escola nova, alunos novos, regras novas, materiais novos…emoções novas! Enquanto professora procuro sempre marcar os meus alunos, apaixoná-los pelo conhecimento, pela curiosidade, fomentar o seu espírito crítico. E se puder transmitir alguma da minha paixão pela História, então, sinto-me realizada.
Senti um grande orgulho quando o meu antigo aluno Telmo me confidenciou que na altura de escolher, optou pela área de Humanísticas e das Ciências Sociais e que essa opção se devia a alguma influência dos professores de História, grupo no qual me incluo. O Telmo foi meu aluno no 7º ano, em Almada, neste momento frequenta o 11º ano. Lembro-me muito bem deste aluno, realizou um trabalho de grupo sobre a Romanização em Portugal, para tal convenceu e motivou os colegas a viajar à procura das ruínas Romanas em Portugal. Tinha (espero que ainda tenha…) uma paixão contagiante e a que era difícil ficar indiferente.
Ao longo da minha já longa carreira espero ter suscitado mais paixões em mais alguns alunos, esse é o meu objectivo quando desempenho a minha função.
Os professores, por vezes, encontram muitos obstáculos para exercer a nossa função…as condições físicas da escola que não permitem o envolvimento desejado, as dificuldades e problemas que são inerentes aos próprios alunos, alguns colegas que entravam o trabalho a desenvolver.
Uma das dificuldades que sinto quando exerço a minha profissão é estabelecer as fronteiras no relacionamento dos alunos. Estabeleço como fronteira, pela negativa, o uso da violência. Não sou apologista do clima de temor e de dor que a violência gera, não considero que seja propício para a aprendizagem. Pela positiva é mais complexo determinar a fronteira. Procurei sempre estabelecer um relacionamento sincero com alunos, ajudando-os e procurando compreendê-los. Criando um clima mais agradável na sala de aula a aprendizagem poderá ser desenvolvida mais facilmente tornando também, mais simpática a função de ensinar. Mas a verdade é que passo várias horas com os alunos partilhando inúmeros momentos com eles, é impossível ocultar o sentimento de amizade que vai crescendo dentro de mim. Aqui nasce a complexidade da delimitação da fronteira… os sentimentos não são controlados pela razão e obviamente que influenciam a nossa forma de agir. Exercer a tarefa de docência torna-se delicada. Em consciência opto por não esconder o que sinto pelos alunos porém, no momento da avaliação procuro agir com a maior integridade e imparcialidade de forma a não prejudicar nenhum deles.
domingo, 2 de janeiro de 2011
O Ano de 2010
Janeiro - O verdadeiro Inverno tornou-se inferno, a neve, o gelo…e um mês que nunca mais acaba.
Fevereiro - a tristeza meteorológica e no coração persiste.
Março - Visitas de estudo e muito cansaço. Será que vou aguentar? Resistência e energia precisam-se.
Abril - Almada para retemperar as forças…mais um aniversário…tantos sonhos por concretizar.
Maio – .... E o Benfica é campeão!!! E os TGEI…os alunos do 11º ano de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos são fantásticos e continuam-me a fazer sorrir…
Junho - o Verão aproxima-se… o fim de algumas aulas…Sardinhada animada. Só penso nas férias.
Julho - as saídas divertidas com o pessoal, o Gerês, o fim das aulas da noite, a alegria de regressar a Almada de férias.
Agosto - apenas uma palavra: FÉRIAS.
Setembro - o doloroso regresso a Cabeceiras…como custou…para o ano será diferente!!! Será mesmo?
Outubro - Afinal…foi bom regressar e não custa tanto estar na escola de Cabeceiras.
Novembro - E chegou novamente o Inverno… a chuva, o frio…e a neve já espreita. A companhia da minha querida mãe.
Dezembro - NEVE…que tormento e inquietação. Natal…mais um feliz Natal na companhia dos que mais amo.
domingo, 28 de novembro de 2010
Sinto o drama da folha em branco…há tanto para dizer e não sei como começar!!! Nenhum início me parece suficientemente original, as palavras não traduzem as minhas emoções…
Este texto serve apenas para descrever o que senti na última 6ª feira quando saí da escola de Cabeceiras de Basto.
Voltei para escola onde leccionei no ano passado e como consequência continuei como professora de algumas das turmas que já tinha tido.
Ocasionalmente, fui professora durante 2 anos seguidos dos mesmos alunos e quando isso aconteceu, a relação aprofundou-se e tornou-se muito mais verdadeira e única.
Recordo com saudades e com especial carinho, as minhas direcções de turma ou outras turmas da Escola Profissional Amar Terra Verde ou a turma B da Escola Professor Ruy Luís Gomes.
Na passada 6ª feira, pela primeira vez senti uma enorme tristeza invadir o meu coração... A minha profissão preenche-me e há turmas que me completam e me fazem crescer como pessoa. São os alunos para os quais vale a pena lutar e sofrer as agruras que vou consentindo ao exercer a minha profissão. A turma do 12º ano do curso profissional de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos é assim. Os alunos são simpáticos, atenciosos e com imenso sentido de humor. São interventivos, sabem reflectir e analisar as diversas situações. Com esta postura as aulas são animadas e com muito diálogo.
Na 6ª feira após mais uma aula em que os quarenta e cinco minutos voaram e de mais meia hora de conversa com alguns alunos...ao iniciar a viagem de regresso a casa fiquei atordoada pois as minhas emoções baralharam-se, e se por um lado sentia o meu dever cumprido e sabia que tinha passado mais alguns bons momentos com aquela turma, por outro lado percebi que estes momentos não se irão repetir por muitas mais vezes visto que a turma está a terminar o seu percurso educativo.
sábado, 25 de setembro de 2010
Apenas um desabafo...
A vida, a rotina, o dia-a-dia conduzem-me a um conformismo que provoca algum desconforto e me incomoda...sinto-me, frequentemente, despida de emoções, sem vida, sem brilho, sem sonhos, em plena escuridão.

Preciso de sentir emoções diferentes...ou apenas emoções, de cor, de flores,
de muita agitação, de luz, de calor, de voar
mas principalmente preciso...
de voltar a sonhar!!!
domingo, 29 de agosto de 2010
Amálgama de Sentimentos
Já por diversas ocasiões abordei aqui a questão dos concursos dos professores. A data de publicação dos resultados do concurso para o próximo ano lectivo aproxima-se... Este ano vivo um conflito de emoções. A escola onde estive a leccionar no ano lectivo transacto convidou-me a ficar neste ano, uma vez que se reuniram condições para que tal acontecesse. Eu aceitei e é quase certo que voltarei à escola básica de Cabeceiras de Basto. Porém, invade-me uma mescla de sentimentos, se por um lado gostei da escola, do ambiente entre colegas, do apoio da direcção, do início de algumas amizades, de alguns alunos fantásticos que também pretendem o meu regresso, por outro custa-me muito partir e deixar Almada, a minha família, os meus amigos, depois penso no Inverno, na chuva, no gelo, na neve, no frio e sinto uma enorme tristeza... e uma sensação de aperto apodera-se do meu coração, da minha alma.
Queria ter uma varinha de condão e colocar a escola de Cabeceiras de Basto com todas as suas pessoas numa redoma que seria disposta no centro do Concelho de Almada.......
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O amadurecimento...
Fui criada com a estranha sensação que os meus pais eram super-heróis que resistiam a tudo e a todos. Qualquer dificuldade era superada ou contornada. Tinham sonhos e ambições que me iam transmitindo ao longo do meu crescimento.
Esta verdade irrefutável foi traída pelo diagnóstico de leucemia que o meu pai recebeu. Ao longo dos poucos meses que o meu pai sobreviveu e lutou contra este infortúnio assisti ao seu definhamento, procurando evitar, essencialmente, o seu sofrimento!
Actualmente, é com grande sofrimento que acompanho, impotente, ao envelhecimento da minha mãe... E é uma árdua tarefa.
A minha mãe é imparável, gosta de ser independente, saúdo o facto de ainda manter essa independência. Porém, verifico que algumas capacidades vão se perdendo todos os dias e não são recuperadas.
Sou acometida por uma grande tristeza quando o meu amparo, o meu apoio vai desmoronando-se a cada dia que passa.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Descanso
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Finalmente de regresso...
De regresso a casa… a sensação de voltar a casa depois de uma longa ausência é indescritível…sinto como se renascesse, como se a minha vida tivesse um reinício após uma longa pausa, é um recomeço. É uma sensação que me preenche a alma e que vai ao encontro da sabedoria popular quando afirma que nós só damos valor ao que temos quando enfrentamos a sua perda.
Hoje regressei ao meu lar, à minha casa, ao meu espaço, ao meu cantinho em Almada, após mais um ano lectivo longe.
Foi aqui que cresci, estudei, criei amizades, conhecimentos, raízes, é aqui que pertenço.
Por ter feito a opção de seguir a paixão de ensinar tenho consciência que a minha vida dificilmente passará por Almada mas também tenho a certeza que esta será sempre a minha terra.
Hoje também regressei ao meu diário após uma longa ausência… o motivo prendeu-se com o cansaço, a falta de tempo e disposição. Confesso que as redes sociais absorvem parte do meu tempo disponível, mas hoje, finalmente, regressei ao meu diário e ao meu espaço de partilha. E a sensação também é óptima!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O Futuro
A propósito de uma série norte-americana que eu sigo entusiasticamente tenho ponderado sobre as vantagens de conhecer o futuro.
Desde sempre que o Homem procura conhecer o que o futuro lhe reserva, videntes, cartomantes, bruxos ou bruxas, oráculos, profetisas ou profetas foram recursos utilizados. A curiosidade de saber mais…de estar preparado para aquilo que nos espera leva a esta busca incessante.
Na série Flashforward, um fenómeno inexplicável permite que todo o mundo tenha acesso ao futuro. A visão do futuro transforma completamente as pessoas. A maioria das personagens ao saber o seu destino fica angustiada e atormentada, esquecendo-se de viver o presente. A tentativa desesperada de modificar o que foi visto torna-se uma forma torturante de viver a vida.
Consigo imaginar que seria isso mesmo que me iria acontecer, sou especialista em sofrer por antecipação…nunca seria feliz ao saber o que me espera nos próximos tempos.
Sinto-me bem melhor a viver cada dia da forma como mais desejo sem saber o que me reserva o dia de amanhã. Sabendo o futuro a vida também perde todo o interesse, perde o seu lado de surpresa e expectativa que nos traz tantas emoções. Boas ou más, as emoções constituem as nossas vivências.
Pela monotonia que tem sido a minha vida…se houvesse um fenómeno misterioso que me permitisse ver o futuro, de certeza que este seria muito semelhante ao meu presente! E por mais estranho que pareça, eu ficaria feliz.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Invictus
Vi recentemente o filme Invictus (que por gentileza o meu aluno Tiago me facilitou) e fiquei ainda mais fascinada pelo homem Nelson Mandela. Encontro nele a verdadeira personificação do Prémio Nobel da Paz. Todos os adjectivos que eu possa utilizar não qualifica nem o homem nem tudo o que ele fez pelo povo sul africano e pelo mundo.
A minha admiração por este simples homem cresceu exponencialmente e fez-me desejar que todos nós fossemos um pouco como ele, soubéssemos perdoar mesmo a quem actuou de forma imperdoável, soubéssemos agir sem mágoa e com muita inteligência, procurando a união e não a vingança...
Com toda a certeza teríamos um mundo bem melhor e seriamos muito mais felizes.
Inverno Rigoroso
Os lamentos ao Inverno interminável e extremamente rigoroso têm sido frequentes aos quais, agora, acrescento o meu. Este Inverno não irá deixar saudades, trouxe por diversas vezes, muito frio, chuva, neve, vento. Destruiu casas, provocou mortes na estrada, no mar culminou agora com a tragédia na ilha da Madeira.
Esperemos que a Primavera chegue em breve com o Sol cheio de brilho para nos animar e e com o seu calor para nos acalentar a alma e o coração.
O Inverno tão rigoroso e tão longo torna-se cansativo e difícil de superar...
Estou mesmo a precisar de SOL e CALOR.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Um comentário aos comentários!!
É sempre com muito agrado que leio os comentários que são colocados no meu blogue. As criticas são bem vindas mas como é óbvio as observações que são agradáveis e simpáticas enchem-me de orgulho e fazem-me sorrir! Quando escrevi a última mensagem recebi uma vez mais comentários encorajadores e amáveis, com especial relevância para um que veio do outro lado do oceano Atlântico, de São Paulo. Agradeço do fundo do meu ser as palavras que me foram dedicadas e que muito me sensibilizaram.
Todos estes comentários colocados no blogue dão-me estimulo e incentivam-me a continuar a rascunhar algumas ideias e quem sabe até sonhar com algo mais.
A todos o meu muito obrigada!
sábado, 2 de janeiro de 2010
Adeus 2009...olá 2010!!!
O ano de 2009 despediu-se de todos nós ainda há pouco...deixando-nos de forma tempestiva pelo menos no que diz respeito ao clima.
Como foi o ano de 2009?
Globalmente será lembrado como um ano de crise, de desemprego, de pobreza, de grande tristeza e sofrimento para grande parte da população portuguesa e mundial. A este propósito convém recordar que o ano que agora se inicia foi eleito como o ano europeu de combate à pobreza...e todos nós deveremos contribuir neste sentido!!!
Pessoalmente...foi um ano agradável!! Salvo alguns pequenos sobressaltos resultantes da situação vivida em 2008...em termos de saúde foi um ano calmo e sem problemas de maior para mim e para os meus.
Para além da saúde, a profissão tem um papel preponderante na minha vida. Principalmente porque tenho paixão por aquilo que faço, adoro ensinar...principalmente a disciplina de História.
O contacto com os alunos e colegas, a preparação de aulas, materiais didácticos e fichas de avaliação preenchem grande parte da minha vida. Por norma sou uma pessoa reservada, a profissão de docente obriga-me a ser comunicativa e sobretudo dá-me segurança e confiança para enfrentar os outros e os problemas. Porque sou questionada a todo o momento, necessito de estar preparada, a preparação e o questionamento constante permitem-me adquirir firmeza e ânimo para enfrentar as diferentes problemáticas da nossa existência. Daí a importância da profissão na minha vida...Para além destas questões que são de extrema relevância, actualmente não partilho a minha vida sentimental com ninguém, apesar da família e dos amigos ocuparem espaço privilegiado. O que significa que esse vazio é ocupado pelas relações familiares e de amizade mas também e principalmente pelas relações profissionais. Assim, para me sentir feliz...tenho que me sentir bem com o que faço. Como já partilhei aqui...no ano transacto existiram alguns problemas relacionais com algumas colegas na escola onde estive a leccionar, o que enevoou o meu ano lectivo. Porém, as amizades que surgiram desse ano lectivo, o reconhecimento por parte das entidades responsáveis, pelo trabalho que realizei, levam-me a tirar conclusões positivas.
Em Setembro iniciei funções na Escola de Cabeceiras de Basto, experiência que considero bastante positiva...até à data. Os quilómetros, o horário misto (dia e noite), o clima trazem algumas dificuldades mas não diminuem a opinião positiva que tenho de escola, colegas e alunos.
Assim, em termos profissionais posso concluir que foi um ano positivo, até porque pela primeira vez fiquei colocada em Agosto com horário completo.
Pessoalmente, foi mais um ano em que passei bons momentos com familiares e amigos e que saúdo pelas novas amizades (já acima citadas) procedentes da escola onde leccionei no ano lectivo passado.
Agora resta encarar 2010 com um sorriso aguardando que este ano seja, para mim, pelo menos tão bom como o que agora finda !!!!!!!!!!! :)
domingo, 22 de novembro de 2009
Os Fivestars
Este texto é dedicado aos Fivestars de Cabeceiras de Basto…
Neste ano lectivo foram-me atribuídas 6 turmas, 3 do sétimo ano, 1 do oitavo, uma da noite à qual lecciono duas áreas diferentes e uma turma do 11º ano do ensino profissional. Estava ansiosa por voltar ao ensino regular, pois gosto de motivar os alunos para a história através da elaboração de recursos diferentes ou simplesmente através da palavra. Sobre a educação e a formação de adultos em regime nocturno continuo a não ter uma opinião muito favorável, os temas do referencial são áridos e desajustados à realidade do país, torna-se muito mais complicado motivar os alunos. Provavelmente, serei eu que não estou a desenvolver um bom trabalho ou então que não tenho o perfil e a motivação necessários para este ensino.
Este ano lectivo marcou também o meu regresso ao ensino profissional, onde trabalhei numa escola dedicada a este tipo de ensino durante cinco anos. E desses cinco anos o que ficou retido na minha memória foram os alunos…tive turmas inesquecíveis na escola profissional com quem partilhei lágrimas e muitas alegrias. A turma deste ano parece confirmar a regra, são quinze jovens simpáticos que defendem a integração e inclusão social, inclusive dos professores. Recebem-me sempre com sorriso na face por muito aborrecidos se encontrem, não é possível passar uma aula sem soltar uma gargalhada e quando entro na sala 17, os meus problemas ficam definitivamente à porta. Os elementos do sexo feminino, apesar de estarem em minoria, transmitem sensibilidade e empenho, tornando a turma muito completa e atenta aos problemas dos outros. Uma conversa com os alunos desta turma revela que estes têm opiniões formadas, embora por vezes resvalarem para a parvoíce, demonstram reflexão, sentido crítico e principalmente, muito sentido humor. Foi neste âmbito que surgiu a formação da Fivestars, uma banda de música, constituida por cinco elementos da turma, que não sabe tocar, nem cantar, ainda nem decidiu que tipo de música irá representar mas que já tem fãs e admiradoras por toda a escola. Eu fui agraciada com uma fotografia autografada da banda que guardo com muita simpatia e carinho. Os elementos desta turma pela sua simpatia, pela sua idade (muito mais velhos em comparação com os restantes), pela sua beleza deslumbram os alunos da escola e fazem suspirar muitas meninas e meninos. Espero poder continuar a contar com eles para passar bons momentos de ensino e aprendizagem.
sábado, 14 de novembro de 2009
Don't you cry...
Uma nova versão de uma canção dos Guns and Roses fez-me entrar numa máquina do tempo e viajar até ao mês de Agosto e ao ano de 1992. Nesse ano ao som desse tema a minha vida mudou. Até então tinha tido as minhas paixões e amores de adolescente, muito intensas e vividas mas sem consequências futuras. Naquele dia tudo mudou. Ao iniciar uma nova relação percebi o quanto um sentimento profundo pode mudar uma personalidade e quem sabe até a minha vida futura. O meu pragmatismo e a firmeza de carácter foram facilmente debilitadas por uma torrente de emoções que toldavam constantemente a minha forma de pensar.
A relação não resultou porque tínhamos formas de estar e de viver incompatíveis e infelizmente não conseguimos ultrapassar esses diferendos. Hoje sei que se estivesse com ele não seria a mesma pessoa e provavelmente também não seria feliz. Porém, não posso esquecer o quanto uma relação pode modificar a filosofia de vida, as crenças, as expectativas. Voluntária ou involuntariamente até hoje não voltei a sentir o mesmo, prosseguimos com as nossas vidas. Porém, voltar a viver aqueles momentos, aquelas emoções, traz-me alguma inquietação, algum aperto no coração e muitas recordações tocantes…
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Em Cabeceiras de Basto...
O ano lectivo teve o início habitual…ansiedade em saber os níveis a leccionar, em conhecer o horário, a nova escola, os novos colegas, os novos alunos…todas as novidades. Foi com bons auspícios que atravessei o portão do espaço escolar… e fui extremamente bem recebida quer pelos funcionários da secretaria quer pela direcção. O desassossego comum desta fase da minha vida e provavelmente da maioria dos professores tomou conta de mim durante o mês seguinte. Entre reuniões, planificações, preparações de aulas e materiais didácticos, o tempo era pouco, as refeições tomadas a correr e as horas de sono sobressaltadas e sempre em número reduzido. Finalmente a estabilidade começa a entrar na vida profissional e os dias começam a passar de forma mais vulgar. O meu horário é misto, o que significa que tenho aulas em regime nocturno e diurno. O que se verificou ser muito cansativo… acrescido das viagens que são longas visto que faço mais de 170 quilómetros diários. As costas queixam-se…as horas para descansar são reduzidas e por vezes insuficientes para recuperar ânimo e forças. Para uma melhor compreensão… à terça-feira saio de casa perto das 10 horas da manhã e chegando a casa pelas 23h30. Neste dia não há tempo para almoçar pois a hora de almoço está reservada para uma reunião, segue-se uma tarde para o cumprimento das funções do cargo para o qual fui nomeada (coordenadora de subdepartamento) e pelas 19h15 volto a leccionar até às 22h15m. No dia seguinte pelas 8h30 já estou na estrada para um novo dia de trabalho que terminará pelas 23h quando soar a campainha do toque de saída. No dia seguinte poucas horas após ter iniciado o meu descanso regresso à estrada à mesma hora do dia anterior. O cansaço que revelava na primeira semana de aulas obrigou-me a pensar na melhor forma para aguentar este ritmo. O primeiro impulso foi procurar um local em Cabeceiras de Basto onde me pudesse estabelecer, mas o que encontrei não me agradou por razões várias desde o preço às condições apresentadas. Chamei então à memória uma referência às Residenciais existentes na vila, feita pela directora da escola no primeiro dia de Setembro. As condições da primeira que visitei satisfizeram-me. Assim, após uma pequena conversa com a dona consegui um preço especial e na próxima semana ficarei a residir em Cabeceiras de Basto nos dias em que tenho de leccionar à noite.
Entretanto e porque felizmente o trabalho não ocupa totalmente o meu tempo, fui a Almada, estive com amigos e com os meus familiares maternos e quando fiquei por Braga, também passei bons momentos com alguns colegas da escola onde leccionei no ano passado. Saliento as “noites de mulheres” com a Esmeralda e a Xana sempre animadas e com conversas bastante agradáveis.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
As férias que passaram a correr...
Contra as expectativas, as férias passaram num ápice e foram bastante agradáveis deixando uma recordação bastante agradável… Nos primeiros dias estive em Almada, dando umas voltas pela cidade e arredores. Fui até praia na Costa da Caparica e na Arrábida. Adoro a praia da Arrábida, onde o mar se encontra com a serra, ali a natureza toma conta de nós…quando mergulhamos no mar azul mas gélido tendo o verde da vegetação à nossa frente é uma sensação portentosa!
Nos dias seguintes fui até Vila Nova de Milfontes. Conheci esta vila através da minha amiga Rita cujas origens maternas remontam precisamente ao litoral alentejano. Já há muitos anos que apenas passava na Vila mas não pernoitava. Foram verdadeiros dias de férias, descanso, praia e diversão.
Na última semana o meu tempo dividiu-se entre almoços, lanches e jantares com familiares e amigos e nessa semana fui surpreendida com a minha colocação…pela primeira vez (após 13 anos a tentar) consegui ficar nesta fase do concurso com um horário completo. O meu coração encheu-se de alegria…apesar de ter ficado muito longe de casa…Cabeceiras de Basto aí vou eu. A primeira impressão da escola foi muito positiva…apesar dos quilómetros assustarem.
Pelo meio das férias ficou a proposta, sonhada mas não concretizada graças ao Ministério da Educação, do Carlos Fontes da escola de Maximinos para prosseguir com o meu trabalho neste estabelecimento. O meu reconhecimento para com ele será sempre imenso.
domingo, 2 de agosto de 2009
De FÉRIAS
Finalmente de férias e em Almada. Este início de férias causa-me alguma estranheza…o final de um ano lectivo é sempre muito cansativo mas simultâneamente muito intenso em termos emotivos…as despedidas de alunos e colegas são sempre comoventes nomeadamente quando alguns colegas se tornam bons amigos. Este ano lectivo pelas dificuldades que enfrentei tornava-se ainda mais premente o desejo de férias e o regresso a casa. Assim…o início de férias é sempre sinónimo de alívio e de descanso. Porém, este ano sinto uma enorme nostalgia. Tal como já havia dito…os últimos dias na escola foram muito intensos, com muito trabalho mas com muitas emoções à mistura e sinto algumas saudades, principalmente da querida Esmeralda.
E o meu regresso à escola que era impensável há uns meses tornou-se plausível na minha mente. Sei que um dos coordenadores com quem trabalhei moveu mundos e fundos para que eu ficasse na escola e se essa hipótese fosse viável eu teria aceite com bastante satisfação.
Nestes primeiros dias de férias tenho aproveitado para colocar o sono em dia, ler alguma coisa e voltar a ambientar-me na minha cidade. Lá para Setembro, espero já ter mais notícias sobre as colocações e sobre o meu novo desafio de trabalho.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
O regresso ao diário e os concursos…
Durante muito tempo estive ausente do meu diário…o que se passou? Bastante trabalho e falta de disposição para passar mais algum tempo a olhar para o ecrã do computador…Finalmente as férias aproximam-se, as avaliações dos cursos EFA estão efectuadas, as actas terminadas e assinadas, as histórias de vida do RVCC estão lidas e analisadas, os relatórios prontos e ultimam-se os pormenores…
Neste ano lectivo abracei outro projecto que foi dar formação na Cruz Vermelha Portuguesa capítulo que vou também encerrar hoje à noite.
Esta semana é uma semana muito complicada para mim…para além do fim do ano lectivo e das emoções inerentes, despedida de alunos e professores…tenho que manifestar preferências para o concurso do próximo ano lectivo… Este processo é muito complicado e cria muitas dúvidas e principalmente muita ansiedade, pois quem está envolvido sabe que é tudo uma questão de sorte…é verdade! É bem mais fácil jogar no Euromilhões e acertar na chave vencedora do que tomar a opção certa na manifestação de preferências no concurso dos docentes contratados. As implicações são enormes, um azar poderá prejudicar a não só o próximo ano lectivo mas comprometer o nosso futuro profissional. Nós temos que optar entre horários completos, pouco completos, incompletos ou muito incompletos…em todas as escolas do país ou só perto de casa? E horários temporários ou não? Que confusão… Posso escolher um horário incompleto (que significa corte no salário e no tempo de serviço) e ser chamada para essa escola e no dia seguinte serem colocados 10 pessoas com um horário melhor e que me irão passar à frente na lista no ano seguinte…Então qual o interesse de um horário incompleto???
Porque posso não conseguir nada melhor e é a única forma de trabalhar…
Bom, tenho que decidir e tentar esquecer tudo isto até Setembro…até porque para a semana entro de férias, vou voltar para Almada e quero aproveitar para matar saudades, divertir e gozar muita praia!!!
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