quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Angústia...

Dia após dia, aguardo os resultados da próxima colocação. Os meus olhos estão cansados de tanto olhar para o ecrã na busca da resposta...e que grande será o choque e a dor se as palavras "não colocada" surgirem associadas ao meu nome, novamente.
Confesso que não consigo controlar a minha angústia e o meu desespero...não devia ser assim eu sei...porém não consigo estar mais de 15 minutos longe do site do Ministério da Educação onde serão publicadas as novas listas. O problema agravou-se com o facto de não ter sido estipulada uma data para essa publicação e quem espera e só pensa no assunto, constrói suposições, possibilidades, ouve opiniões, enfim fica ainda com mais dúvidas. A minha aposta era entre o dia 9 e o dia 10 deste mês. O que não veio acontecer e continuo à espera... e por falar nisso vou dar mais uma vista de olhos ao bendito site acima citado... Não há novidades!
Hoje, pelas 21 horas, alegadamente, foram publicadas umas listas que foram retiradas rapidamente. Eu não tive acesso a elas mas a confusão aumentou...pois já havia algum sinal...Estaria para breve a colocação das listas correctas? Parece que não.
A minha cabeça pesa...o meu coração bate aceleradamente e nem sei como vou dormir....

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

"Não colocada"

Mais uma vez recebi a terrível mensagem...a candidata não foi colocada. O choque inicial foi superado pelas lágrimas e as pernas perderam a força natural e ruíram, assim como toda a minha esperança. Apenas questões me assolam nestes momentos, quando é que eu deixo de viver estes momentos? Para quando a minha estabilidade profissional? Os dias que antecederam a data da publicação das listas de colocações foram difíceis de ultrapassar, as insónias tomaram conta das minhas noites, as dores de cabeça e a perda de apetite acompanharam-me diariamente...o relógio foi lento a dar as horas, os dias tornaram-se num tormento e as noites assustadoras.
O dia chegou e a mensagem que ninguém quer ler chegou ao meu ecrã do meu computador. O argumento é o mesmo do ano passado, o Ministério da Educação procura uma melhor gestão dos recursos humanos, mas para tal coloca 40000 docentes no desemprego. A mim, o Ministério da Educação oferece-me uma enorme angústia seguida de dúvidas quanto ao investimento profissional que tenho feito nos últimos 11 anos. Será que compensa todo este sofrimento?
Aguardo as novas colocações envolta em ansiedade e já em algum desespero.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Convite para um passeio no "Jardim da Esperança"

Convido para um passeio pelo "Jardim da Esperança" de Diane Ackerman. É um livro que, baseado em diversas fontes da época, retrata de forma intensa a ocupação nazi da Polónia, nomeadamente da capital Varsóvia. Esta ocupação é relatada através dos olhos de um casal (recorrendo nomeadamente as informações fornecidas pelo diário da protagonista) que era tratador do Jardim Zoológico de Varsóvia. É curioso verificar que a ideologia nazi procurava aplicar o princípio da eugenia (apuramento da raça) não só aos seres humanos mas também aos animais, procurando realçar o lado mais selvagem de algumas espécies. O casal protagonista utilizou o seu local de trabalho, o Jardim Zoológico, como local de refúgio para alguns judeus que tentavam escapar ao holocausto. Não é propriamente um romance e não tem linguagem acessível, porém é um livro poderoso por ser assustadoramente real.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Saudades do olhar maroto

Voltando a Marrancos...quando a chuva cai intensamente, a bela aldeia radiosa torna-se triste porque a natureza escurece, as árvores vergam como peso da água e do vento. Apenas o lume de uma lareira consegue iluminar ligeiramente os rostos. Durante funeral do meu pai, em pleno Verão de 2003, Marrancos esteve triste, a natureza demonstrou o seu pesar através de chuva intensa e solidarizou-se com as pessoas que choravam o desaparecimento de alguém tão querido. Naquele dia a linda aldeia minhota não poderia estar radiante e alegre mas sim triste e chorando a morte de alguém que amava muito a sua terra. A passada 2ª feira fez-me reviver estes momentos e recordar mais intensamente o meu pai. Tenho saudades do seu olhar maroto e do seu sorriso trocista. Das suas longas reflexões e das seus argumentos que invariavelmente eram rebatidos por mim, conduzindo a trocas de ideias acaloradas e intensas mas sem vencedores oficiais. Não herdei os olhos azuis brilhantes e divertidos do meu pai...herdei o gosto pelas reflexões, pela argumentação, pela leitura e pela escrita. Herdei algum sentido de humor mas também o seu comodismo. Tenho saudades das nossas conversas, dos filmes que víamos juntos e sobre os quais existiam sempre comentários a fazer, tenho saudades do seu riso e de quando me fazia rir, quando brincava com a minha mãe...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Marrancos

Grandes expectativas tinha eu para os dias que iria passar em Marrancos. Já descrevi a bela aldeia minhota onde o meu pai nasceu, que me acolheu para férias e para viver. No ano passado sem grande vontade, confesso, fui para Marrancos e passei 5 dias de férias revigorantes e fantásticos. Este ano estava ansiosa por lá voltar, principalmente para voltar a viver os sentimentos de paz, descanso profundo e verdadeiro mas também de algum divertimento com os amigos. Foram elaborados grandes planos...comecei a contagem decrescente dos dias, tal como quando era criança! Mas este ano, Marrancos perdeu todo o seu encanto o que me entristeceu. Primeiro contratempo, parti 6ª feira cheia de febre, constipada e com dores de garganta e como é raro ficar de cama, penso que a última vez foi em Janeiro de 2000, não desanimei e comecei a ingerir medicamentos na busca de uma panaceia célere. Afinal tinha planos para a noite de 6ª feira, iria juntar alguns amigos em casa para matarmos saudades e celebrarmos a nossa saúde. Mas a febre teimava em não baixar e o convívio foi adiado...dada a impossibilidade de algumas pessoas para os dias seguintes, o convívio não se realizou. No sábado já me levantei ligeiramente melhor e saí. Fui ao cemitério visitar a campa do meu pai e "conversar" um pouco com ele e seguidamente fui até Braga. À noite estava de novo com temperatura elevada. Só 2ª feira é que me sentia com algumas forças embora ainda não totalmente recuperada. Nesse dia deu-se o segundo contratempo...o tempo. Choveu como se um dia de Inverno se tratasse. O vento acompanhou a chuva e arrefeceu de forma intensa. Não é possível passear na mata, dar uns passeios pela freguesia ou até ir ao café com um tempo tão desagradável. Por momentos cheguei a pensar que o Pai Natal estaria já a descer pela chaminé. O tempo e a febre perturbaram os meus dias de férias e entristeceram-me, não me proporcionando o alento que eu tanto ansiava. Uns raios de sol despontaram quando visitei as minhas grandes amigas Cristina e Palmira, conversei com a Carla Guimarães e com o Zé e noutros momentos mais fugazes com outros amigos.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Os dias de férias vão passando e eu nem tenho escrito no diário...que grande falha da minha parte. Tal como prognostiquei, estes dias têm sido essencialmente de repouso, de leituras e de alguma praia ( o vento não tem ajudado muito).
No sábado transacto, passei um excelente dia na casa da minha amiga Telma que conheci na Pós-Graduação. Foi um almoço animado que se prolongou pela tarde, e mais importante ainda, sem que desse pelas horas passarem. A Telma e a sua adorável família convidaram para o repasto, o grupo de trabalho da pós-graduação juntamente com os seus acompanhantes. Como já tenho referido, neste momento não partilho a minha vida com ninguém especial, o significa que me apresentei sozinha. Importa, igualmente, explicar o tipo de relações que se estabeleceram entre este grupo de trabalho, que teve início como tal e que teve uma progressão no sentido da entreajuda, da camaradagem e da amizade. Partilhámos momentos, divertidos, de ajuda, de apoio, de simples conversa. Foram, definitivamente, bons momentos, os que vivemos. Tal como aconteceu no sábado. Infelizmente, um dos elementos do Grupo das 5, a Irina, viu-se impossibilitada de comparecer por razões de saúde, o que foi um enorme desgosto para todas nós.
E assim vão passando os dias das minhas férias.
Sexta-feira parto para Marrancos, com certeza voltarei com mais temas para partilhar.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

De Férias

De Férias Finalmente… Chegou o primeiro dia de descanso…pausa no trabalho da escola, na pós-graduação e no projecto…Em Setembro irá regressar tudo à normalidade. Prioridades máximas de férias:
Primeira – Praia, muita praia! Férias de Verão para mim são sinónimo de praia. Segunda – Dormir e ler, que maravilha ter tempo e disposição para ler. Terceira - Fazer uma visita a Marrancos e rever alguns amigos e familiares… Não me vou alongar mais em relação ao rol das prioridades, tudo o que vier a mais será óptimo. No final do mês de Agosto regressa a angústia devido ao término do contrato de trabalho. E esperar pelos resultados do novo concurso de docentes contratados, e o tempo devolve-me novamente a incerteza quanto ao meu futuro…Aguardarei ansiosamente por saber o local, e a escola onde irei passar o próximo ano lectivo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

De regresso...

É bom estar de regresso, já sinto alguma falta do blogue, quando me ausento por algum tempo. Não do blogue propriamente dito, mas sim de poder escrever e organizar tudo o que me vai na mente e no coração. A minha vida sofreu algumas alterações com o choque que sofri durante o mês de Maio, felizmente e aparentemente já ultrapassado…Pelo menos assim o anseio. Carece, ainda, uma celebração condigna de vitória, que está marcada para dia 19 de Julho, e que será feita com um grupo de amigas. E entretanto a vida voltou à aparente normalidade…trabalho na escola…jantar simpático com os alunos do 12º ano que tiveram a amabilidade de oferecer a refeição aos professores…jantar de aniversário divertido da minha amiga Patrícia …as aulas na pós-graduação que na proximidade da pausa de férias se traduz numa acumulação de entrega de trabalhos...e ocasionalmente umas idas à praia no final da tarde. A cicatriz da excisão não permite grandes aventuras, porém possibilita o desfrutar de uma das minhas predilecções…a praia.. e no fim do dia a magia até se intensifica.