quinta-feira, 22 de julho de 2010

Finalmente de regresso...

De regresso a casa… a sensação de voltar a casa depois de uma longa ausência é indescritível…sinto como se renascesse, como se a minha vida tivesse um reinício após uma longa pausa, é um recomeço. É uma sensação que me preenche a alma e que vai ao encontro da sabedoria popular quando afirma que nós só damos valor ao que temos quando enfrentamos a sua perda. Hoje regressei ao meu lar, à minha casa, ao meu espaço, ao meu cantinho em Almada, após mais um ano lectivo longe. Foi aqui que cresci, estudei, criei amizades, conhecimentos, raízes, é aqui que pertenço. Por ter feito a opção de seguir a paixão de ensinar tenho consciência que a minha vida dificilmente passará por Almada mas também tenho a certeza que esta será sempre a minha terra. Hoje também regressei ao meu diário após uma longa ausência… o motivo prendeu-se com o cansaço, a falta de tempo e disposição. Confesso que as redes sociais absorvem parte do meu tempo disponível, mas hoje, finalmente, regressei ao meu diário e ao meu espaço de partilha. E a sensação também é óptima!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Futuro

A propósito de uma série norte-americana que eu sigo entusiasticamente tenho ponderado sobre as vantagens de conhecer o futuro.
Desde sempre que o Homem procura conhecer o que o futuro lhe reserva, videntes, cartomantes, bruxos ou bruxas, oráculos, profetisas ou profetas foram recursos utilizados. A curiosidade de saber mais…de estar preparado para aquilo que nos espera leva a esta busca incessante. Na série Flashforward, um fenómeno inexplicável permite que todo o mundo tenha acesso ao futuro. A visão do futuro transforma completamente as pessoas. A maioria das personagens ao saber o seu destino fica angustiada e atormentada, esquecendo-se de viver o presente. A tentativa desesperada de modificar o que foi visto torna-se uma forma torturante de viver a vida. Consigo imaginar que seria isso mesmo que me iria acontecer, sou especialista em sofrer por antecipação…nunca seria feliz ao saber o que me espera nos próximos tempos.
Sinto-me bem melhor a viver cada dia da forma como mais desejo sem saber o que me reserva o dia de amanhã. Sabendo o futuro a vida também perde todo o interesse, perde o seu lado de surpresa e expectativa que nos traz tantas emoções. Boas ou más, as emoções constituem as nossas vivências.
Pela monotonia que tem sido a minha vida…se houvesse um fenómeno misterioso que me permitisse ver o futuro, de certeza que este seria muito semelhante ao meu presente! E por mais estranho que pareça, eu ficaria feliz.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Invictus

Vi recentemente o filme Invictus (que por gentileza o meu aluno Tiago me facilitou) e fiquei ainda mais fascinada pelo homem Nelson Mandela. Encontro nele a verdadeira personificação do Prémio Nobel da Paz. Todos os adjectivos que eu possa utilizar não qualifica nem o homem nem tudo o que ele fez pelo povo sul africano e pelo mundo.
A minha admiração por este simples homem cresceu exponencialmente e fez-me desejar que todos nós fossemos um pouco como ele, soubéssemos perdoar mesmo a quem actuou de forma imperdoável, soubéssemos agir sem mágoa e com muita inteligência, procurando a união e não a vingança...
Com toda a certeza teríamos um mundo bem melhor e seriamos muito mais felizes.

Inverno Rigoroso

Os lamentos ao Inverno interminável e extremamente rigoroso têm sido frequentes aos quais, agora, acrescento o meu. Este Inverno não irá deixar saudades, trouxe por diversas vezes, muito frio, chuva, neve, vento. Destruiu casas, provocou mortes na estrada, no mar culminou agora com a tragédia na ilha da Madeira.

Esperemos que a Primavera chegue em breve com o Sol cheio de brilho para nos animar e e com o seu calor para nos acalentar a alma e o coração.

O Inverno tão rigoroso e tão longo torna-se cansativo e difícil de superar...

Estou mesmo a precisar de SOL e CALOR.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Um comentário aos comentários!!

É sempre com muito agrado que leio os comentários que são colocados no meu blogue. As criticas são bem vindas mas como é óbvio as observações que são agradáveis e simpáticas enchem-me de orgulho e fazem-me sorrir! Quando escrevi a última mensagem recebi uma vez mais comentários encorajadores e amáveis, com especial relevância para um que veio do outro lado do oceano Atlântico, de São Paulo. Agradeço do fundo do meu ser as palavras que me foram dedicadas e que muito me sensibilizaram.
Todos estes comentários colocados no blogue dão-me estimulo e incentivam-me a continuar a rascunhar algumas ideias e quem sabe até sonhar com algo mais.
A todos o meu muito obrigada!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Adeus 2009...olá 2010!!!

O ano de 2009 despediu-se de todos nós ainda há pouco...deixando-nos de forma tempestiva pelo menos no que diz respeito ao clima.
Como foi o ano de 2009?
Globalmente será lembrado como um ano de crise, de desemprego, de pobreza, de grande tristeza e sofrimento para grande parte da população portuguesa e mundial. A este propósito convém recordar que o ano que agora se inicia foi eleito como o ano europeu de combate à pobreza...e todos nós deveremos contribuir neste sentido!!!
Pessoalmente...foi um ano agradável!! Salvo alguns pequenos sobressaltos resultantes da situação vivida em 2008...em termos de saúde foi um ano calmo e sem problemas de maior para mim e para os meus.
Para além da saúde, a profissão tem um papel preponderante na minha vida. Principalmente porque tenho paixão por aquilo que faço, adoro ensinar...principalmente a disciplina de História.
O contacto com os alunos e colegas, a preparação de aulas, materiais didácticos e fichas de avaliação preenchem grande parte da minha vida. Por norma sou uma pessoa reservada, a profissão de docente obriga-me a ser comunicativa e sobretudo dá-me segurança e confiança para enfrentar os outros e os problemas. Porque sou questionada a todo o momento, necessito de estar preparada, a preparação e o questionamento constante permitem-me adquirir firmeza e ânimo para enfrentar as diferentes problemáticas da nossa existência. Daí a importância da profissão na minha vida...Para além destas questões que são de extrema relevância, actualmente não partilho a minha vida sentimental com ninguém, apesar da família e dos amigos ocuparem espaço privilegiado. O que significa que esse vazio é ocupado pelas relações familiares e de amizade mas também e principalmente pelas relações profissionais. Assim, para me sentir feliz...tenho que me sentir bem com o que faço. Como já partilhei aqui...no ano transacto existiram alguns problemas relacionais com algumas colegas na escola onde estive a leccionar, o que enevoou o meu ano lectivo. Porém, as amizades que surgiram desse ano lectivo, o reconhecimento por parte das entidades responsáveis, pelo trabalho que realizei, levam-me a tirar conclusões positivas.
Em Setembro iniciei funções na Escola de Cabeceiras de Basto, experiência que considero bastante positiva...até à data. Os quilómetros, o horário misto (dia e noite), o clima trazem algumas dificuldades mas não diminuem a opinião positiva que tenho de escola, colegas e alunos.
Assim, em termos profissionais posso concluir que foi um ano positivo, até porque pela primeira vez fiquei colocada em Agosto com horário completo.
Pessoalmente, foi mais um ano em que passei bons momentos com familiares e amigos e que saúdo pelas novas amizades (já acima citadas) procedentes da escola onde leccionei no ano lectivo passado.
Agora resta encarar 2010 com um sorriso aguardando que este ano seja, para mim, pelo menos tão bom como o que agora finda !!!!!!!!!!! :)

domingo, 22 de novembro de 2009

Os Fivestars

Este texto é dedicado aos Fivestars de Cabeceiras de Basto… Neste ano lectivo foram-me atribuídas 6 turmas, 3 do sétimo ano, 1 do oitavo, uma da noite à qual lecciono duas áreas diferentes e uma turma do 11º ano do ensino profissional. Estava ansiosa por voltar ao ensino regular, pois gosto de motivar os alunos para a história através da elaboração de recursos diferentes ou simplesmente através da palavra. Sobre a educação e a formação de adultos em regime nocturno continuo a não ter uma opinião muito favorável, os temas do referencial são áridos e desajustados à realidade do país, torna-se muito mais complicado motivar os alunos. Provavelmente, serei eu que não estou a desenvolver um bom trabalho ou então que não tenho o perfil e a motivação necessários para este ensino. Este ano lectivo marcou também o meu regresso ao ensino profissional, onde trabalhei numa escola dedicada a este tipo de ensino durante cinco anos. E desses cinco anos o que ficou retido na minha memória foram os alunos…tive turmas inesquecíveis na escola profissional com quem partilhei lágrimas e muitas alegrias. A turma deste ano parece confirmar a regra, são quinze jovens simpáticos que defendem a integração e inclusão social, inclusive dos professores. Recebem-me sempre com sorriso na face por muito aborrecidos se encontrem, não é possível passar uma aula sem soltar uma gargalhada e quando entro na sala 17, os meus problemas ficam definitivamente à porta. Os elementos do sexo feminino, apesar de estarem em minoria, transmitem sensibilidade e empenho, tornando a turma muito completa e atenta aos problemas dos outros. Uma conversa com os alunos desta turma revela que estes têm opiniões formadas, embora por vezes resvalarem para a parvoíce, demonstram reflexão, sentido crítico e principalmente, muito sentido humor. Foi neste âmbito que surgiu a formação da Fivestars, uma banda de música, constituida por cinco elementos da turma, que não sabe tocar, nem cantar, ainda nem decidiu que tipo de música irá representar mas que já tem fãs e admiradoras por toda a escola. Eu fui agraciada com uma fotografia autografada da banda que guardo com muita simpatia e carinho. Os elementos desta turma pela sua simpatia, pela sua idade (muito mais velhos em comparação com os restantes), pela sua beleza deslumbram os alunos da escola e fazem suspirar muitas meninas e meninos. Espero poder continuar a contar com eles para passar bons momentos de ensino e aprendizagem.

sábado, 14 de novembro de 2009

Don't you cry...

Uma nova versão de uma canção dos Guns and Roses fez-me entrar numa máquina do tempo e viajar até ao mês de Agosto e ao ano de 1992. Nesse ano ao som desse tema a minha vida mudou. Até então tinha tido as minhas paixões e amores de adolescente, muito intensas e vividas mas sem consequências futuras. Naquele dia tudo mudou. Ao iniciar uma nova relação percebi o quanto um sentimento profundo pode mudar uma personalidade e quem sabe até a minha vida futura. O meu pragmatismo e a firmeza de carácter foram facilmente debilitadas por uma torrente de emoções que toldavam constantemente a minha forma de pensar. A relação não resultou porque tínhamos formas de estar e de viver incompatíveis e infelizmente não conseguimos ultrapassar esses diferendos. Hoje sei que se estivesse com ele não seria a mesma pessoa e provavelmente também não seria feliz. Porém, não posso esquecer o quanto uma relação pode modificar a filosofia de vida, as crenças, as expectativas. Voluntária ou involuntariamente até hoje não voltei a sentir o mesmo, prosseguimos com as nossas vidas. Porém, voltar a viver aqueles momentos, aquelas emoções, traz-me alguma inquietação, algum aperto no coração e muitas recordações tocantes…