Tenho um tique que me irrita profundamente e que procuro corrigi-lo mas ...E o tique é este mesmo, não acabo muitas das frases que começo. É amplamente perceptível na oralidade porque na escrita tenho mais tempo para pensar e... Irra mais uma vez não acabei a frase!!!!O meu maior problema é que, quando me expresso oralmente, dou entoação às frases dando a ideia que ainda tenho muito por dizer. Mas na verdade desta cabeça oca já não brota mais nada. É um drama diário!!!Neste momento estou a recorrer à ironia, mas a verdade é que gostaria de terminar o maior número de frases possível. Quando estou numa conversação e na tentativa de introduzir algumas melhorias nesta minha incorrecção, procuro não ser tão precipitada, falando unicamente quando sei que a minha frase tem princípio meio e fim, porém após este longo processo mental, quando a frase é expressa já se encontra completamente fora do contexto. O que acaba por causar alguma estranheza nos demais. Enfim, vou ter que continuar a fazer aquilo que para mim é um enorme esforço intelectual e que para os outros é uma tarefa banal...
terça-feira, 27 de novembro de 2007
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A pós-graduação
Comecei a pós-graduação em Educação Especial, com algum receio...as questões assolavam a minha mente...Será que os temas abordados serão interessantes? Suficientemente interessantes para que eu possa adquirir a motivação de voltar a estudar após um período tão longo unicamente a trabalhar? Mas a mais assustadora de todas é a questão que ainda hoje não encontrei resposta e provavelmente não encontrarei tão cedo e que diz respeito ao perfil para desempenhar um cargo tão premente e tão significativo para as crianças que necessitam de cuidados especiais. Quanto às primeiras questões posso afirmar que os primeiros tempos passados na pós-graduação foram proveitosos e os módulos abordados têm sido interessantes. O horário é complicado, 6ª feira das 16h às 23h20 e sábados das 9h às 18h. O final da semana é sempre cansativo e o sábado por norma ajuda a retemperar as forças. Mas a motivação persiste apesar das adversidades.
Na escola tudo decorre dentro da normalidade e o primeiro período aproxima-se do fim, o que significa que o Natal se aproxima...rapidamente.
Eu adoro o Natal e tudo o que representa. Para mim, é a melhor época do ano. Costumo passar o Natal com a minha família materna que é muito animada, gosta de comer e beber bem e por isso aproveita estes momentos em que estamos todos juntos para se divertir.
Este ano será um Natal ligeiramente diferente, o meu irmão casou recentemente e irá passar a quadra com a família da sua mulher, a minha mãe irá de certeza sentir a sua falta. Mas o Natal, para nós é a festa da família e assim o continuaremos a celebrar, mesmo quando algum membro querido da família desaparece ou se afasta por outras razões.
sábado, 3 de novembro de 2007
Os dias que passam...
Olho por diversas vezes para o ecrã vazio e frio, sinto necessidade de escrever...Porém não tenho tema, nada me ocorre, nada me inspira o suficiente para exprimir sentimentos ou opiniões. Será que a minha vida é assim tão vazia de significado?...Penso que não, definitivamente a tristeza ou o lado mais obscuro da vida conduzem-me mais facilmente à escrita. Provavelmente pela necessidade de exprimir e libertar os sentimentos de tristeza e de revolta. A minha vida entrou na rotina comum, escola, casa, preparar aulas, materiais, testes, corrigir fichas de avaliação, tudo corre bem. Sinto que estou a apaixonar-me por uma turma do nono ano, espero ser correspondida e não terminar com uma desilusão. Ocasionalmente vou ao cinema, ontem fui ver o filme "Elisabeth"- A idade de Ouro, ou saio com amigos para uma amena conversa. E assim se passam os meus dias...a rotina e o dia-a-dia transmitem alguma segurança e bem-estar, não provocando, contudo, emoções ou sentimentos suficientemente fortes e interessantes que eu sinta necessidade de exprimir ou partilhar com mais alguém. Decidi, todavia, dar mais cor à minha vida, com algum enriquecimento cultural e profissional, para semana irei iniciar a frequência de uma pós-graduação em Educação Especial. Considero que esta especialização me poderá fornecer algumas ferramentas para lidar melhor com os alunos com necessidades educativas especiais. Espero obter sucesso neste investimento.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O meu ídolo de humor inteligente
Ontem, enquanto procurava uma prenda para a minha amiga Marta, cruzei-me com uma das pessoas que mais admiro na actualidade. Não é nenhum político ou ideólogo, mas é alguém que exprime com muito humor alguns dos meus pensamentos e que me faz acreditar que existe humor inteligente. Fiquei surpreendida com a presença de Ricardo Araújo Pereira mesmo ao meu lado, a folhear uma série de livros, na Fnac. Uma vez que se encontrava ao telefone com um dos elementos do Gato, consegui obter uma antevisão do programa de domingo, e entre os diversos escaparates repletos de livros fui esboçando alguns sorrisos tímidos. Era impossível não ouvir a conversa que se tornava cada vez mais interessante. Quando finalmente encontrei a obra que procurava...suspirei, era com todo o agrado que iria conversar com o Ricardo, explicava-lhe que sou sua admiradora desde o tempo em que ele fazia parte das Produções Fictícias e escrevia com o Miguel Góis crónicas para o Jornal "A Bola". Que o seu primeiro livro resultado destas crónicas, encontra-se religiosamente guardado na minha mesinha de cabeceira, para poder adormecer após algumas gargalhadas mesmo quando a vida não corre de feição. Porém imaginei o que ele sentiria se todos aqueles que o admiram, o abordassem, mesmo que fosse apenas para demonstrar a sua admiração.
Dirigi-me, então, para a saída, deixando o Ricardo nas suas compras. Mais uma vez o Gato Fedorento fez-me rir e desta vez até foi ao vivo. Domingo, atenção ao sketche do caixão, espero que não o cortem.
sábado, 6 de outubro de 2007
O dia 5 de Outubro
O dia 5 de Outubro assinala a implantação da república em Portugal, porém neste dia também se comemora mundialmente, o dia do professor. No ano passado este dia foi marcado pela maior manifestação de professores realizada em Portugal, depois do 25 de Abril. Este ano o Presidente da República incluiu no seu discurso uma palavra de apreço e carinho pela classe docente portuguesa. Discurso bem recebido pelos sindicatos conectados com os professores. Durante algum tempo alimentou-se na opinião pública uma má, e por vezes errada, imagem dos professores. Que se enquadra na história portuguesa do pós-25 de Abril. Com a democratização do ensino, surgiram muitas vagas na área da docência que passou a ser uma segunda hipótese para muitos licenciados que não encontravam as saídas profissionais desejadas. O meu professor de Matemática do 7º ano era engenheiro e no final do 1º período deixou a escola para trabalhar na sua área de formação. Muitos ingressaram no ensino temporariamente, outros foram ficando. A verdade é que nem todos teriam o perfil para a docência, nem mesmo a formação pedagógica adequada, mas praticamente todos se adaptaram à sua nova profissão. Foi o resultado de um período mais ou menos desorganizado que o país viveu. O que é certo é que essas pessoas conseguiram o seu lugar na docência e conquistaram regalias e direitos que lhe foram sendo oferecidos pelos sucessivos ministérios e governos, nada foi usurpado. Parece-me que também é altura de fazer um pequeno reparo, em todas as profissionais há bons e maus profissionais e obviamente que na docência acontece o mesmo. Quem está ligado à escola tem conhecimento dessa situação. O problema desta situação é a sua generalização, todos sabemos que há professores que não ligam aos alunos nem ao seu empenho, que não estabelecem empatia, que não sabem ensinar, que não sabem ouvir os seus discentes...mas também há bons professores e os professores que nos marcam de alguma forma, porque nos motivam para alguma matéria específica, porque nos dão atenção quando mais precisamos ou simplesmente porque nos tocam o nosso coração. E destes professores ninguém fala! Actualmente, só ingressa na carreira docente, quem gosta muito e está disposto a fazer muitos sacrifícios pela sua profissão. A melhoria do ensino passa, claramente, por uma atitude diferente em relação aos professores, principalmente de RESPEITO para com a sua profissão, para com a sua pessoa.
sábado, 29 de setembro de 2007
Um passeio à Baixa Pombalina
Tinha muito interesse em visitar as Ruínas Romanas na Baixa de Lisboa que tal como foi noticiado estariam abertas ao público durante este fim-de-semana. As galerias, geralmente, estão fechadas ao público, por se encontrarem sempre submersas com cerca de um metro e meio de água. Apenas uma vez por ano é possível descer às galerias, quando se efectua a bombagem da água. Este processo é moroso e se for realizado frequentemente pode danificar o monumento ou os edifícios em redor. O local mais simbólico do conjunto de ruínas é a "Galeria das Nascentes", onde brota do chão água proveniente das correntes freáticas que atravessam os subsolos da Baixa Pombalina. A Galeria das Nascentes é uma estrutura, a cerca de cinco metros abaixo do solo, com aproximadamente doze metros de abobada em pedra e tijoleira. Descoberta durante a reconstrução da cidade, após o grande terramoto de 1755, a estrutura foi alvo de várias teses sobre a sua função original, sendo hoje quase unânime que seria um criptopórtico. Os criptopórticos eram construções abobadadas, adoptadas pelos romanos em terrenos instáveis ou irregulares para criar uma plataforma de suporte a outras edificações, normalmente públicas. As características construtivas, o tipo e os materiais utilizados sugerem uma construção da época de Augusto, entre os séculos I antes de Cristo e I depois de Cristo, contemporânea de outros grandes edifícios públicos da então cidade de Olisipo.
As primeiras notícias sobre um vasto conjunto de galerias no subsolo de Lisboa surgiram em 1771. Em 1859, obras de saneamento permitiram, "pela única vez", observar restos das construções romanas que se erguiam sobre as galerias. As galerias foram apenas abertas para visitas esporádicas de jornalistas e investigadores, iniciadas em 1909, sendo à data conhecidas como "Conservas de Água da Rua da Prata" por serem usadas pela população como cisterna.
Enfrentei chuva torrencial, vento forte e fui até à Baixa Pombalina porém, o meu interesse era partilhado por mais algumas centenas de pessoas a quem o mau tempo não assustou. Fui aconselhado por um agente da autoridade a não aguardar na fila pois não teria possibilidade de fazer a tão desejada visita. Voltei para casa desanimada, tristonha e completamente encharcada. Ainda não foi desta que conheci as ruínas romanas. Quem sabe para o ano?
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
De volta
Tenho estado ausente do blog, é verdade! Não é por falta de tempo, nem por excesso de trabalho...é mesmo por falta de vontade de escrever e também por falta de inspiração (problema dos escritores...)!!!No início do ano lectivo sou sempre assim, só penso em construir materiais didácticos, em preparar as aulas, em conhecer os novos alunos, como poderei motivá-los, enfim um sem número de actividades. Felizmente ao longo do ano lectivo, consigo organizar melhor o meu tempo e começo a ocupar-me com outras actividades.
Esta é tembém a altura em que mais penso nos alunos a quem leccionei no ano anterior. Será que sentem a minha falta?A História continua a ser interessante para eles?E o Projecto do 7ºA será que tem continuidade no 8º A? E a minha direcção de turma, como se sentirá sem as repreensões constantes em Formação Cívica? As dúvidas assaltam-me e torturam a minha mente. Gostei muito dos alunos do ano lectivo transacto, provavelmente também me afeiçoarei aos alunos deste ano. Todavia, garanto esta é uma fase complicada para mim.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
O adeus à Escola Professor Ruy Luís Gomes
No dia que fui apresentar-me ao serviço na Escola Básica 2º, 3º ciclo de Vale de Milhaços, resolvi fazer o que vinha adiar constantemente, dizer o adeus definitivo à escola onde desempenhei funções lectivas durante dois anos. E procurei ser breve, porque sentia muita emoção e simultaneamente muita estranheza por em tão curto espaço de tempo ter desenvolvido sentimentos tão genuínos e relações tão afectivas com as pessoas daquela escola. Quando revelei no Conselho Executivo que já me encontrava a trabalhar, vi os olhos a brilharem das professoras que lá se encontravam, que procuraram partilhar a notícia como se de um prémio de lotaria se tratasse. Com a Margarida, minha colega de grupo disciplinar, que se encontrava a trabalhar na sala de professores, a minha voz tremeu de emoção, os meus olhos ficaram repletos de lágrimas de emoção e de tristeza...Tentei auto-convencer e portanto revelei aos colegas, aos alunos, aos funcionários (a doce D. Liliana partilhou comigo numa voz entristecida que gostava muito que eu fosse professora do filho), que voltaria em breve, que o adeus não era para sempre.
Porém...
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