Durante esta semana recebi uma notícia daquelas que nós nunca queremos receber, daquelas notícias que até o toque do telefone nos provoca tristeza. A minha querida tia Zizinha, irmã do meu pai, tinha falecido. Desloquei-me a Braga para participar nas cerimónias fúnebres, que foram aterradoramente tristes e em que que a dor desta partida transbordava nas lágrimas que pareciam não querer parar de correr nos diferentes rostos carregados. O silêncio esmagador substituiu as palavras de circunstância e apenas se tentou a fazer a justa homenagem a uma boa pessoa. A minha tia era um anjo-da-guarda, não só pela aparência física, cabelo louro encaracolado e grandes olhos azuis, mas principalmente pela sua maneira de ser. Quando alguém do seu conhecimento precisava de ajuda, a tia Zizinha era a primeira e muitas vezes a única pessoa a disponibilizar atenção e carinho a essa pessoa. Infelizmente, ninguém conseguiu corresponder a esse auxílio quando ela mais precisou, no dia 16 de Janeiro. Tinha sempre uma palavra amiga para todos, sendo, igualmente, excelente conselheira. Com o seu excelente sentido de humor e as suas gargalhadas contagiantes levava alegria a todos quantos a conheciam. Eu fui afortunada porque durante 34 anos pude conviver com uma pessoa que me ensinou tanto e me fez ainda mais, que iluminou a minha vida de forma enternecedora e única. Uma pessoa que será difícil de esquecer e que será continuamente lembrada nos corações daqueles que conviveram com ela. Todas as lágrimas que correram e correrão no meu rosto serão poucas...para homenagear, para recordar a minha querida tia. Usando as palavras acertadas e emocionadas, do meu tio e seu cunhado: "perdemos A nossa AMIGA" . Disso não tenho a mais pequena dúvida, perdi A minha amiga.
sábado, 19 de janeiro de 2008
domingo, 23 de dezembro de 2007
O balanço de 2007
Frequentemente organizo a minha vida em listas que são classificadas e ordenadas conforme o tema ou a sua importância. Por isso, é altura de realizar a análise do ano que agora termina, começando por listar os acontecimentos positivos a que atribuí mais relevância no ano de 2007:
1.º - A viagem "emancipadora" a Londres- os quatro dias foram inesquecíveis, pela cidade, pela experiência de "sobreviver" sozinha numa metrópole.
2º - Os diazinhos passados em Marrancos no mês de Agosto, aquando do casamento do meu amigo Zé, que serviram para retemperar as forças mas também para me divertir.
3º - O casamento do meu irmão - como reunião de família e amigos num ambiente alegre e confraternizador (será que inventei uma palavra?).
Passando aos momentos menos positivos do ano de 2007:
1º - A impossibilidade de renovação do contrato com a Escola Professor Ruy Luís Gomes, como era intenção da escola e meu desejo. Trabalhei na escola durante dois anos lectivos, afeiçoei-me a colegas e a alunos, adaptei a minha metodologia profissional, a possibilidade de renovação correspondia a uma pequena estabilidade que a minha vida profissional nunca se viu permitida a gozar.
2º- Dia 31 de Agosto, quando a expressão "Não colocada" se associou ao meu nome, a angústia e a frustração acompanharam-me durante mais 12 dias.
3º - O dia 29 de Junho quando me desloquei a Marrancos para prestar homenagem ao meu querido pai pelo quarto aniversário da sua morte. Este momento foi particularmente complicado porque não consegui suportar a dor e a tristeza novamente vividas acrescidas do peso de quatro anos de muitas saudades.
Perante este pequeno rol, posso concluir que o ano de 2007 foi globalmente positivo: tive saúde, desfrutei de bons momentos com a família e com os amigos...Não posso nem devo pedir muito mais...A não ser que 2008 seja igual ao ano que agora cessa!!!!!!!!!!Sendo ambiciosa...que seja ainda MELHOR!!!!!!!!!!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Uma visita a um blog de uma amiga
O meu propósito ao escrever esta mensagem era desabafar sobre o incomodo que as obras do metro de superfície têm provocado na cidade de Almada, nomeadamente na zona onde vivo. Todavia, antes de iniciar a sessão no meu blog fiz as visitas habituais aos blogs de alguns amigos. E encontrei um pequeno texto com o qual me identifiquei e que considerei excepcionalmente belo e por considerá-lo assim, passo a citá-lo:
"Tomei banho e vesti-me de lavado. Era domingo. Saí para a rua camuflada dos meus destroços interiores. A fachada retocada para não deixar ver nem adivinhar, a devastação do interior."
Posted by Ophélia Euphémia
Muitas vezes saio para a rua com o interior devastado...mas saio camuflada ou retocada. A vida, a sociedade assim me obrigam. Tantas vezes o sinto, provavelmente nunca conseguiria dizê-lo desta forma tão simples e bonita. Por isso aconselho uma visita demorada ao blog:
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Natal
Começo a respirar Natal e unicamente Natal...Época que me ilumina e com a qual fantasio durante todo o ano... Natal é fantasia, magia...Adoro efectuar alguns passes de magia e colocar alguns sorrisos nas pessoas que mais amo. Por isso vivo intensamente o Natal e para mim seria complicado não passar estes momentos com a minha família materna, com quem passei desde sempre.
Gosto de entrar nas lojas e fazer as compras, observar o rebuliço próprio da época...Adoro ver o brilho nos olhos das crianças...a sua alegria gritante com a proximidade do homem barrigudo de barbas brancas.
Apesar dos lamentos já usuais acerca do consumismo que se apoderou das pessoas, a verdade é que cabe a nós manter o verdadeiro espírito natalício e continuar a maravilharmo-nos com o brilho nos olhos das crianças e o seu sorriso verdadeiro e sincero. E transmitir a mensagem de amor, carinho e fraternidade a tantos quanto pudermos. É pelo menos essa a minha vontade.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
O tique irritante
Tenho um tique que me irrita profundamente e que procuro corrigi-lo mas ...E o tique é este mesmo, não acabo muitas das frases que começo. É amplamente perceptível na oralidade porque na escrita tenho mais tempo para pensar e... Irra mais uma vez não acabei a frase!!!!O meu maior problema é que, quando me expresso oralmente, dou entoação às frases dando a ideia que ainda tenho muito por dizer. Mas na verdade desta cabeça oca já não brota mais nada. É um drama diário!!!Neste momento estou a recorrer à ironia, mas a verdade é que gostaria de terminar o maior número de frases possível. Quando estou numa conversação e na tentativa de introduzir algumas melhorias nesta minha incorrecção, procuro não ser tão precipitada, falando unicamente quando sei que a minha frase tem princípio meio e fim, porém após este longo processo mental, quando a frase é expressa já se encontra completamente fora do contexto. O que acaba por causar alguma estranheza nos demais. Enfim, vou ter que continuar a fazer aquilo que para mim é um enorme esforço intelectual e que para os outros é uma tarefa banal...
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A pós-graduação
Comecei a pós-graduação em Educação Especial, com algum receio...as questões assolavam a minha mente...Será que os temas abordados serão interessantes? Suficientemente interessantes para que eu possa adquirir a motivação de voltar a estudar após um período tão longo unicamente a trabalhar? Mas a mais assustadora de todas é a questão que ainda hoje não encontrei resposta e provavelmente não encontrarei tão cedo e que diz respeito ao perfil para desempenhar um cargo tão premente e tão significativo para as crianças que necessitam de cuidados especiais. Quanto às primeiras questões posso afirmar que os primeiros tempos passados na pós-graduação foram proveitosos e os módulos abordados têm sido interessantes. O horário é complicado, 6ª feira das 16h às 23h20 e sábados das 9h às 18h. O final da semana é sempre cansativo e o sábado por norma ajuda a retemperar as forças. Mas a motivação persiste apesar das adversidades.
Na escola tudo decorre dentro da normalidade e o primeiro período aproxima-se do fim, o que significa que o Natal se aproxima...rapidamente.
Eu adoro o Natal e tudo o que representa. Para mim, é a melhor época do ano. Costumo passar o Natal com a minha família materna que é muito animada, gosta de comer e beber bem e por isso aproveita estes momentos em que estamos todos juntos para se divertir.
Este ano será um Natal ligeiramente diferente, o meu irmão casou recentemente e irá passar a quadra com a família da sua mulher, a minha mãe irá de certeza sentir a sua falta. Mas o Natal, para nós é a festa da família e assim o continuaremos a celebrar, mesmo quando algum membro querido da família desaparece ou se afasta por outras razões.
sábado, 3 de novembro de 2007
Os dias que passam...
Olho por diversas vezes para o ecrã vazio e frio, sinto necessidade de escrever...Porém não tenho tema, nada me ocorre, nada me inspira o suficiente para exprimir sentimentos ou opiniões. Será que a minha vida é assim tão vazia de significado?...Penso que não, definitivamente a tristeza ou o lado mais obscuro da vida conduzem-me mais facilmente à escrita. Provavelmente pela necessidade de exprimir e libertar os sentimentos de tristeza e de revolta. A minha vida entrou na rotina comum, escola, casa, preparar aulas, materiais, testes, corrigir fichas de avaliação, tudo corre bem. Sinto que estou a apaixonar-me por uma turma do nono ano, espero ser correspondida e não terminar com uma desilusão. Ocasionalmente vou ao cinema, ontem fui ver o filme "Elisabeth"- A idade de Ouro, ou saio com amigos para uma amena conversa. E assim se passam os meus dias...a rotina e o dia-a-dia transmitem alguma segurança e bem-estar, não provocando, contudo, emoções ou sentimentos suficientemente fortes e interessantes que eu sinta necessidade de exprimir ou partilhar com mais alguém. Decidi, todavia, dar mais cor à minha vida, com algum enriquecimento cultural e profissional, para semana irei iniciar a frequência de uma pós-graduação em Educação Especial. Considero que esta especialização me poderá fornecer algumas ferramentas para lidar melhor com os alunos com necessidades educativas especiais. Espero obter sucesso neste investimento.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O meu ídolo de humor inteligente
Ontem, enquanto procurava uma prenda para a minha amiga Marta, cruzei-me com uma das pessoas que mais admiro na actualidade. Não é nenhum político ou ideólogo, mas é alguém que exprime com muito humor alguns dos meus pensamentos e que me faz acreditar que existe humor inteligente. Fiquei surpreendida com a presença de Ricardo Araújo Pereira mesmo ao meu lado, a folhear uma série de livros, na Fnac. Uma vez que se encontrava ao telefone com um dos elementos do Gato, consegui obter uma antevisão do programa de domingo, e entre os diversos escaparates repletos de livros fui esboçando alguns sorrisos tímidos. Era impossível não ouvir a conversa que se tornava cada vez mais interessante. Quando finalmente encontrei a obra que procurava...suspirei, era com todo o agrado que iria conversar com o Ricardo, explicava-lhe que sou sua admiradora desde o tempo em que ele fazia parte das Produções Fictícias e escrevia com o Miguel Góis crónicas para o Jornal "A Bola". Que o seu primeiro livro resultado destas crónicas, encontra-se religiosamente guardado na minha mesinha de cabeceira, para poder adormecer após algumas gargalhadas mesmo quando a vida não corre de feição. Porém imaginei o que ele sentiria se todos aqueles que o admiram, o abordassem, mesmo que fosse apenas para demonstrar a sua admiração.
Dirigi-me, então, para a saída, deixando o Ricardo nas suas compras. Mais uma vez o Gato Fedorento fez-me rir e desta vez até foi ao vivo. Domingo, atenção ao sketche do caixão, espero que não o cortem.
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