quarta-feira, 9 de abril de 2008

A visita ao Museu Militar

No dia 8 de Abril de 2008, dia extremamente chuvoso e ventoso, fui com os alunos do 9º ano ao Museu militar. O Museu Militar tem um espólio referente à história militar portuguesa que é muito interessante e rico. Aconselho quem goste destes assuntos a visitar este espaço magnífico no coração de Lisboa, mesmo junto à estação de Santa Apolónia. Apesar de o atendimento não ter sido acolhedor nem mesmo simpático, é um belo local para uma visita. Devo dizer que os alunos, na sua maioria, manifestou o seu agrado (presumo que não seja graxa...:), o que é significativo. Mas para além das salas lindíssimas do museu, o que mais saliento nesta visita foi...ou melhor, foram, os próprios alunos, com um comportamento adequado, com comentários interessantes, boa disposição, e muito sentido de humor, proporcionaram-me a um dia bem passado. Quase se me tentam a organizar outra visita de estudo para as três turmas, se isso ainda fosse possível.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Este estado de ansiedade!

Sinto dentro de mim, uma grande ansiedade, uma necessidade de quebrar a rotina, de partir para o desconhecido, de viver diferente, de sentir emoção, emoções fortes que me façam vibrar. Principalmente de viver...momentos únicos, arredar a segurança e arriscar, ser diferente. Viver por fugazes momentos na escuridão para descobrir o desconhecido. Desejo sentir-me mais completa...como ser humano. E a vida passa e nós esquecemo-nos de vivê-la...de sonhar. Nestes momentos, identifico-me com o António Variações: "Só estou bem aonde não estou, porque eu só quero ir aonde não vou Não consigo dominar este estado de ansiedade, a pressa de chegar para não chegar tarde Porque é que eu fujo desta solidão, porque eu recuso quem me quer dar a mão" Esta é provavelmente a música da minha vida.

segunda-feira, 17 de março de 2008

O grupo da pós-graduação

Eu sei que não estou a cumprir a promessa...e que já devia ter escrito há mais tempo...Porém o final do período é sempre muito trabalhoso e para mim, a avaliação é um trabalho de grande responsabilidade, que implica ponderação e bastante reflexão. Para além dos meus queridos alunos do 9º ano serem exímios no cumprimento de prazos, principalmente de entrega de trabalhos...Sem mais comentários!
Como já referi, este ano lectivo embarquei numa nova aventura...voltar a estudar. Estou a fazer uma pós-graduação na área da Educação Especial, assunto a que dedicarei brevemente. Esta noite gostava de falar do excelente grupo de pessoas que se juntou para realizar esta especialização (comigo incluída, claro). São pessoas generosas, organizadas, que trabalham para o grupo e não para si. Somos apenas 10 (já houve uma desistente, não é fácil trabalhar e estudar simultaneamente), mas temos um ambiente muito agradável que me tem motivado bastante. As nossas pausas, acompanhadas sempre de comida, estão a tornar-se mais atractivas que o próprio curso (que não deixa de ser interessante) e quando o corpo e a mente (principalmente a mente) rezingam com a ida para a pós-graduação e com as 14 horas lá passadas por semana, a minha panaceia é recordar-me dos bons momentos passados lá até agora. E a motivação melhora significativamente. Na minha opinião, tem sido um factor influente para tentar edificar esta aspiração.

sábado, 1 de março de 2008

Acabou a ausência. Prometo

Por insistência do Ruben, meu aluno neste ano lectivo, reflecti que há muito tempo que não escrevia algumas linhas da minha vida no meu diário. E se é verdade que o tempo escasseia e nesta altura o trabalho é muito, não é menos verdade que me fazem falta os momentos de reflexão e de síntese que a escrita destas palavras me proporciona. Sei que os meus leitores são meus conhecidos, entre família, amigos e alunos. Comoveu-me, portanto, que alguém que não conheço se tenha identificado com as minhas palavras...Espero que continue assiduamente a visitar-me, por via cibernautica e que encontre algum alento e sentido naquilo que vou rascunhando. Desejo-lhe as maiores felicidades do mundo. Para mim, receber este comentário foi importante, sempre fui alguém que gosta de observar, conhecer pessoas. Analisar feitios e comportamentos, mas também que considera que é imperioso, conversar, conhecer novas ideias, novas culturas, novas vidas. Por isso adoro ser professora porque me permite colocar-me em contacto com tantas pessoas diferentes, desde alunos, a funcionários, encarregados de educação ou colegas. Fico grata e emocionalmente satisfeita que o meu singelo diário permita estabelecer também novos contactos.
Por falar em pessoas, tenho que expressar o meu contentamento por ter conhecido o grupo de pessoas que se encontra, tal como eu a fazer a pós-graduação em Educação Especial. Mas disso, falarei noutra ocasião. Prometo voltar em breve. E obrigada, Ruben, por me teres chamado à realidade.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Durante esta semana recebi uma notícia daquelas que nós nunca queremos receber, daquelas notícias que até o toque do telefone nos provoca tristeza. A minha querida tia Zizinha, irmã do meu pai, tinha falecido. Desloquei-me a Braga para participar nas cerimónias fúnebres, que foram aterradoramente tristes e em que que a dor desta partida transbordava nas lágrimas que pareciam não querer parar de correr nos diferentes rostos carregados. O silêncio esmagador substituiu as palavras de circunstância e apenas se tentou a fazer a justa homenagem a uma boa pessoa. A minha tia era um anjo-da-guarda, não só pela aparência física, cabelo louro encaracolado e grandes olhos azuis, mas principalmente pela sua maneira de ser. Quando alguém do seu conhecimento precisava de ajuda, a tia Zizinha era a primeira e muitas vezes a única pessoa a disponibilizar atenção e carinho a essa pessoa. Infelizmente, ninguém conseguiu corresponder a esse auxílio quando ela mais precisou, no dia 16 de Janeiro. Tinha sempre uma palavra amiga para todos, sendo, igualmente, excelente conselheira. Com o seu excelente sentido de humor e as suas gargalhadas contagiantes levava alegria a todos quantos a conheciam. Eu fui afortunada porque durante 34 anos pude conviver com uma pessoa que me ensinou tanto e me fez ainda mais, que iluminou a minha vida de forma enternecedora e única. Uma pessoa que será difícil de esquecer e que será continuamente lembrada nos corações daqueles que conviveram com ela. Todas as lágrimas que correram e correrão no meu rosto serão poucas...para homenagear, para recordar a minha querida tia. Usando as palavras acertadas e emocionadas, do meu tio e seu cunhado: "perdemos A nossa AMIGA" . Disso não tenho a mais pequena dúvida, perdi A minha amiga.

domingo, 23 de dezembro de 2007

O balanço de 2007

Frequentemente organizo a minha vida em listas que são classificadas e ordenadas conforme o tema ou a sua importância. Por isso, é altura de realizar a análise do ano que agora termina, começando por listar os acontecimentos positivos a que atribuí mais relevância no ano de 2007:
1.º - A viagem "emancipadora" a Londres- os quatro dias foram inesquecíveis, pela cidade, pela experiência de "sobreviver" sozinha numa metrópole.
2º - Os diazinhos passados em Marrancos no mês de Agosto, aquando do casamento do meu amigo Zé, que serviram para retemperar as forças mas também para me divertir.
3º - O casamento do meu irmão - como reunião de família e amigos num ambiente alegre e confraternizador (será que inventei uma palavra?).
Passando aos momentos menos positivos do ano de 2007:
1º - A impossibilidade de renovação do contrato com a Escola Professor Ruy Luís Gomes, como era intenção da escola e meu desejo. Trabalhei na escola durante dois anos lectivos, afeiçoei-me a colegas e a alunos, adaptei a minha metodologia profissional, a possibilidade de renovação correspondia a uma pequena estabilidade que a minha vida profissional nunca se viu permitida a gozar.
2º- Dia 31 de Agosto, quando a expressão "Não colocada" se associou ao meu nome, a angústia e a frustração acompanharam-me durante mais 12 dias.
3º - O dia 29 de Junho quando me desloquei a Marrancos para prestar homenagem ao meu querido pai pelo quarto aniversário da sua morte. Este momento foi particularmente complicado porque não consegui suportar a dor e a tristeza novamente vividas acrescidas do peso de quatro anos de muitas saudades.
Perante este pequeno rol, posso concluir que o ano de 2007 foi globalmente positivo: tive saúde, desfrutei de bons momentos com a família e com os amigos...Não posso nem devo pedir muito mais...A não ser que 2008 seja igual ao ano que agora cessa!!!!!!!!!!Sendo ambiciosa...que seja ainda MELHOR!!!!!!!!!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Uma visita a um blog de uma amiga

O meu propósito ao escrever esta mensagem era desabafar sobre o incomodo que as obras do metro de superfície têm provocado na cidade de Almada, nomeadamente na zona onde vivo. Todavia, antes de iniciar a sessão no meu blog fiz as visitas habituais aos blogs de alguns amigos. E encontrei um pequeno texto com o qual me identifiquei e que considerei excepcionalmente belo e por considerá-lo assim, passo a citá-lo:
"Tomei banho e vesti-me de lavado. Era domingo. Saí para a rua camuflada dos meus destroços interiores. A fachada retocada para não deixar ver nem adivinhar, a devastação do interior." Posted by Ophélia Euphémia
Muitas vezes saio para a rua com o interior devastado...mas saio camuflada ou retocada. A vida, a sociedade assim me obrigam. Tantas vezes o sinto, provavelmente nunca conseguiria dizê-lo desta forma tão simples e bonita. Por isso aconselho uma visita demorada ao blog:

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Natal

Começo a respirar Natal e unicamente Natal...Época que me ilumina e com a qual fantasio durante todo o ano... Natal é fantasia, magia...Adoro efectuar alguns passes de magia e colocar alguns sorrisos nas pessoas que mais amo. Por isso vivo intensamente o Natal e para mim seria complicado não passar estes momentos com a minha família materna, com quem passei desde sempre.
Gosto de entrar nas lojas e fazer as compras, observar o rebuliço próprio da época...Adoro ver o brilho nos olhos das crianças...a sua alegria gritante com a proximidade do homem barrigudo de barbas brancas. Apesar dos lamentos já usuais acerca do consumismo que se apoderou das pessoas, a verdade é que cabe a nós manter o verdadeiro espírito natalício e continuar a maravilharmo-nos com o brilho nos olhos das crianças e o seu sorriso verdadeiro e sincero. E transmitir a mensagem de amor, carinho e fraternidade a tantos quanto pudermos. É pelo menos essa a minha vontade.